quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Queimaduras de terceiro grau

O que eu preciso mesmo é de uma constante imaturidade. Que daqui a 40 anos você me trate como se tivesse me conhecido há 4 dias.

O meu desejo é que a maturidade chegue em todos os outros setores da vida, menos no desejo. Desejo não é feito pra amadurecer. Amor não significa calmaria, não dá pra confiar em escritores mentirosos que disseram isso. Amor e desejo não deveriam amadurecer. Porque no ponto em que me encontr, não quero manter chamas acesas, eu quero é labaredas crepitantes a cada minuto.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Intrusos

Não sei bem sobre o que se fala. Deve ser válido, mas há poucos anos era mais sobre o que importava. O trabalho faz com que você não exista. Assim como as redes sociais que nos transformam em robôs propagadores. Desintoxicar-se é desaparecer. Marcamos presença, então.

Exercitando habilidades de cronista, já que o eu lírico adoeceu e se reservou às salas escuras. Um dia volta. Talvez não por aqui. Talvez tenha seu canal, seu myspace. Talvez corte uma árvore pra plantar em cima dela.

As questões ficaram mais simples e voltamos a perder tempo com as contas a pagar. Eu leria mais sem edição, mas, não suporto erros de português. E depois dessa ninguém me suporta.

Tem uma coisa... que os sustos te dão. Coração acelera, pára e pula com notícias, estímulos e vozes. E o corpo aprende a lidar com os intrusos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu sempre disse que era igual...

“Forte e admirável”, uma vez me dito sem saber do preço. É que não posso me dar ao luxo, sinceramente. Sou aquele com muitas vontades. Ando sem excessos, sem euforia. Sigo valorizando o pequeno e sonhando grande.

Escrevo pouco porque não quero mais contar as coisas pra mim.

Meu defeito é aprender rápido. Dizem que depois que aprendemos a nossa cota, partimos. Vou começar a fugir do trem. Me refugiar na multidão e no concretismo cercado de praticidade onde o vento frio entra e provoca meu sorriso.

Eu não quero morar onde não me alcançam. Recuso a educação.

As minhas escolhas baseiam-se na real falta delas. A minha (in) compreensão me dominou. Hoje sou MUNDO como nunca fui.

Tenho amor. Não sei se já contei, mas tenho. Meu amor é como vento frio que me faz sorrir.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O tamanho da atividade do seu mundo

Eu vou fazer. É que leva um tempo prático e outro interno mesmo. Eu ando procurando a sensação de preguiça causada por quando se é acordado com um beijo. É o que há de melhor pra voz! Experiência de escolha minha.

O mundo é muito bobo dentro da teia (web) que frequentamos, mas, ainda estamos aqui porque a risada boba que nasce depois de um beijo no rosto é o que se tem de melhor pra mente.

E eu reclamo muito do clima que resolveu por si só que esquentar é tipo, 'the way to go', sem perguntar pra quem o sente. Por essas e outras que quando o vento frio bateu na varanda, minha última opção foi me agasalhar. E também porque abraços espontâneos são o que há de melhor pro pulmão.

Use protetor solar! Salve-se do intransigente, impertinente, inconveniente calor.

Lá fora está tudo em greve e eu espero que as pessoas consigam alguma satisfação pessoal desses esforços. E que se não conseguirem, consigam imaginar algo bom e tirar forças disso. Não imaginem um mundo melhor, ok? Seria muita arrogância da parte de vocês impôr que o mundo bonito seja o que está na sua cabeça. Também não é motivo pra reproduzir hashtags #chegalogo2012. E que se apaixonem também. É o que há de melhor pra saúde mental.

O meu tom pra alguns soa pesado. Não sei se sou mais sensível que as pessoas ou são elas que tem que culpar alguém. O que eu tenho a dizer é que meu mundo tem 70 m2, uma vista pro infinito e eu escolho minhas companhias. É o que há de melhor pra saúde do eu lírico.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A tal da moderação...

Apenas ouvi o som da tv naquela tarde. De olhos fechados eu estava em outro mundo que era exatamente um paralelo para todo o resto. “Eu nunca estive tão inspirado de forma tão realista”, pensei.

Alma é onde ninguém toca, mas, está em tudo. Antes eu gostava de mim também. Agora gosto mais. Espelho diferente. Padrão. Tudo então é um padrão diferente. Ainda é padrão. A seleção do que pode vir, ocorre. É o padrão da ilusão por controle.

Eu observei todos em suas verdades e mentiras conscientes que contam pra si mesmos e me senti bastante parte disso tudo. O que nos diferencia é apenas o fato de eu ainda pensar sobre algo que já deveria ter sido expurgado. Dizem, há idade pra certas coisas.

Expurgar é abstrair. A abstração é também não ter que lidar. Nem todo mundo tem escolha e a psicologia é baseada em mentiras. Repita pra que seja verdade pra você. E os que dizem que tudo está em outro plano têm o meu voto esse ano.

Meus pés doem quando pressionados no centro. É um órgão, eles dizem. Eu concordo. Eu piso torto. Piso como penso. Pra me endireitar vai levar um tempo. Daí eu ando certo na rua e piso torto em casa. Vai ver o centro sempre vai doer e vou precisar de pedra e água fria. De algumas mentirinhas e de psicólogo. De uma ou outra reza e jogar a responsabilidade no que é oculto.

Alma é onde ninguém toca. É o que não se evita.

sábado, 3 de setembro de 2011

A única verdade bonita do momento

Viver pode ser complicado porque é preciso se livrar de muita coisa pra se começar. Joguei uma carga fora e tal ato me fez voar por um céu cor de rosa e frio. Afirmo, o céu de todo dia deveria ser rosado, nublado ou ensolarado, mas ainda rosado. Trazendo o frio pra ser sentido na pele e causar o aquecimento interno de cada um.

Me deixa brincar de pertencer que assim eu abro a porta e te dou um lar. Porque o ideal é brincar. Brincar com a idéia de si mesmo.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Do movimento...

Sinto falta de escrever. Vontade foi mal educada comigo hoje. Então eu vou enrolar esse primeiro parágrafo pra que eu apenas sinta como é... escrever. Talvez uma forma de viver quando não se vive. Ou uma forma diferente de viver. Imagem, fotos, sons... todos têm seu lugar no mundo das expressões, mas, nenhum substitui o escrever.

Eu escrevo pra dizer que o 'fazendo' é melhor do que o falando, mas escrevendo estou pra dizer que sinto falta do que antes do canto e de tudo o que a tecnologia proporcionou pras expressões, eu sou o que escreve. E é assim desde que eu aprendi. Foi assim que eu aprendi.

Nos últimos dias eu busco no doce a sensação de uma noite, eu busco o acalento da saudade no café. Procuro no suor a liberdade que sempre busquei e acho no sono a paz pra tanta busca. Não há tempo pra nada. Viver dá trabalho. Estou fazendo.